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Consumo de hortaliças e sedentarismo aumentam entre brasileiros

Eventual descuido de pessoas que não praticam exercícios pode levá-las ao excesso de peso e, em casos extremos, à obesidade.

Segundo pesquisa, o consumo de hortaliças cresceu entre brasileiros. 
Segundo pesquisa, o consumo de hortaliças cresceu entre brasileiros. Foto: Divulgação

Por Ana Paula Freire

Pesquisa do Ministério da Saúde (MS) revela que o brasileiro passou a consumir mais hortaliças nas refeições, porém está mais sedentário. Foram ouvidas 54.367 pessoas ao longo de 2009, e dessas 18,9% consomem cinco ou mais porções diárias de frutas e verduras, número 2,6 vezes maior que o registrado em 2006.

Em compensação, o estudo mostra que apenas 14,7% dos adultos fazem atividades físicas no tempo livre com a regularidade necessária (considerou-se o tempo de 30 minutos por dia, cinco vezes por semana). O índice sobe para 30,8% quando se refere àqueles que se deslocam para o trabalho ou para escola a pé ou de bicicleta.

O número de sedentários – pessoas que não fazem exercícios físicos em nenhuma ocasião – é de 16,4% entre a população adulta, índice superior ao registrado em 2006, quando havia 13,2% de adultos inativos fisicamente.

“Isso é preocupante porque um eventual descuido pode associar o sedentarismo à obesidade, que está aumentando no Brasil”, diz a pesquisadora Francisca Souza, da Coordenação de Pesquisas em Ciências da Saúde (CPCS) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), num universo de 95,5 milhões com mais de 20 anos, 38,8 milhões (40,6%) estão com excesso de peso, e, deste total, 10,5 milhões são considerados obesos, de acordo com os padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO).

O programa Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do IBGE, apontou que o aumento do consumo de alimentos industrializados e a ingestão de grande quantidade de açúcar e gordura são os principais fatores que contribuem para o excesso de peso do brasileiro.

Outro dado apontado pela pesquisa do Ministério da Saúde é uma “consciência maior” relação à alimentação. Apesar disso, a pressa do dia a dia impede que as pessoas façam refeições mais balanceadas. Ou seja, a qualidade do que é ingerido piorou. Um exemplo é o feijão, consumido por 65,8% dos adultos cinco ou mais vezes na semana. Em 2006, o índice era 71,9%.

O feijão, um dos mais típicos na culinária brasileira, é rico em nutrientes essenciais como proteínas, ferro, cálcio, vitaminas (principalmente do complexo B), carboidratos e fibras.

A pesquisa do Ministério da Saúde revelou também o aumento do consumo de refrigerantes e sucos entre os mais jovens. Na faixa etária dos 18 aos 24 anos, 42,1% consomem essas bebidas quase todos os dias, e as versões light ou diet desses produtos só são escolhidas por 15% da população.

“O balanceamento alimentar é fundamental para o equilíbrio do metabolismo. As pessoas devem estar atentas à quantidade de açúcar, de gordura, de tudo o que consome. O consumo excessivo de sódio, por exemplo, prejudica muito a atividade metabólica ”, alertou Francisca.

Fonte: Portal d24am

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