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"Só nos resta o caminho da produtividade"
24/01 
Presidente da Abrasem, Narciso Barison fala sobre as sementes certificadas e analisa a adoção da biotecnologia no Brasil
Criar um negócio de sementes forte, que ajude o agricultor brasileiro a ter mais produtividade e renda, sem prejudicar o meio ambiente, é o objetivo do trabalho da Abrasem (Associação Brasileira de Sementes e Mudas). Em entrevista ao Monsanto em Campo, o presidente da instituição, Narciso Barison, avalia que a agricultura nacional tem potencial de crescimento, principalmente pela adoção de ferramentas e tecnologias disponíveis.De que forma a Abrasem trabalha para fortalecer o setor de sementes e, ao mesmo tempo, incentivar uma agricultura sustentável?
O fortalecimento de nosso setor está intimamente ligado ao uso de sementes certificadas. Na Abrasem, promovemos campanhas educativas, salientando a importância da utilização desses produtos e também de combate à pirataria. Nesse sentido, a parceria com o governo é muito importante, uma vez que o Ministério da Agricultura trabalha arduamente para a fiscalização e o cumprimento da lei.
Acreditamos que a agricultura sustentável, desejada por todos, passa pelo uso da semente responsável, com garantia e origem, e pela adoção de práticas modernas e das tecnologias disponíveis.Levantamento recente da própria Abrasem aponta que o uso de sementes certificadas na soja é um dos mais altos dos últimos dez anos. É mais uma demonstração de que o agricultor está mais tecnificado? Por quê? Essa tendência deve se repetir em outras culturas?
Vemos com satisfação o incremento do uso de sementes certificadas na soja. As demais culturas devem seguir o mesmo caminho. Chama a atenção, por exemplo, o crescimento do plantio de milho geneticamente modificado. É uma das adoções mais rápidas da história.
O agricultor adota a semente certificada pois sabe que, dessa forma, terá um resultado melhor. O benefício trazido, como aumento da renda, é muito maior que o custo.A adoção da biotecnologia no Brasil é crescente. Como a Abrasem analisa essa utilização desde as primeiras aprovações pela CTNBio? Por que o produtor optou pelas sementes geneticamente modificadas?
A atividade agrícola é tratada hoje, como não poderia deixar de ser, de forma empresarial, independentemente de seu tamanho. O empresário agrícola necessita de renda e isso evidentemente ocorre pela implantação de uma gestão eficiente e moderna, com o uso das mais eficazes ferramentas de produção disponíveis.
A semente certificada carrega, hoje, uma série de eventos que transferem ao produtor ganhos extraordinários. Os benefícios de sua utilização são significativamente maiores que os seus custos. Não existe agricultura moderna e sustentável sem sementes certificadas. É imprescindível para qualquer agricultura de sucesso.
Enquanto o consumo de alimentos aumenta em taxas superiores a 15% ao ano, a possibilidade de aumento de área plantada é de apenas 4% ao ano. Só nos resta o caminho da produtividade para abastecer essa demanda. Vemos o futuro da agricultura brasileira com muito otimismo e responsabilidade. Com certeza, a biotecnologia e a genética terão um papel de destaque na produção de alimentos para o consumo interno e para a exportação.Como o senhor vê o Brasil entre os países que adotam a biotecnologia?
Em apenas cinco anos da utilização da biotecnologia, o Brasil se tornou o segundo país, no mundo, em plantio de sementes geneticamente modificadas. E tudo indica um incremento mais significativo no emprego dessa tecnologia. Em 2010, a CTNBio aprovou uma série de novas tecnologias para sementes. Como essas aprovações devem movimentar o mercado de sementes na safra atual e nas próximas?
Com o aumento de eventos de biotecnologia colocados à disposição do agricultor, sua utilização será crescente. Inclusive, acreditamos que os benefícios para a agricultura brasileira serão multiplicados.Quais são as principais necessidades do produtor atualmente? De que forma as empresas do setor agrícola podem atender a essas demandas?
As empresas do setor agrícola têm de colocar à disposição do produtor formas de se produzir mais que sejam sustentáveis, respeitando o meio ambiente. Na sojicultura, aguardamos o lançamento de sementes para controle da ferrugem asiática, uma das principais ameaças para a cultura. Também esperamos ansiosos novas tecnologias tolerantes à seca.Como o senhor avalia o cenário atual da agricultura brasileira? Quais são as expectativas de produção para a safra 10/11 e para a safrinha?
No começo deste ano, o cenário era preocupante, mas encerramos 2010 com melhores preços no milho e na soja. Na safra 2010/2011, o mercado deve continuar próspero de forma geral. Já o milho safrinha deve ser prejudicado pelo atraso no plantio de soja. Quanto à produção, devemos ter, mais uma vez, uma temporada recorde.Sabemos que a agricultura brasileira é uma das principais do mundo. Quais regiões do país devem continuar se destacando nesse segmento?
Toda região agrícola brasileira deverá ter um incremento de produtividade. O Mato Grosso deve continuar como principal produtor, mas entendemos que todo o país, de forma geral, acompanhará esse movimento.

Fonte: Monsanto do Brasil Ltda
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