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Rastreabilidade: diferencial competitivo de mercado

Carlos Tiba, consultor da MCT Consultoria, que ministrou a palestra: “Sistemas Integrados de Gestão e Rastreabilidade”, junto com a também consultora, Maria do Carmo Pereira, ressalta que atualmente “o que existem são sistemas de identificação do fornecedor: um começo de rastreabilidade, mas ainda falta muito. A ideia é integrar os sistemas de rastreabilidade de forma a se ter informações de toda a cadeia produtiva e não somente de uma parte, como o que existe hoje. Com isso, o viveirista passará a ter uma garantia de qualidade, o que agregará mais valor ao seu produto”. De acordo com Tiba, a tendência é que a rastreabilidade comece desde o início da cadeia produtiva (sementes) e vá até o consumidor final. “Se por um lado existe a pressão do governo pela rastreabilidade no início da cadeia produtiva, já está começando a existir a pressão do consumidor a partir do final desta cadeia”, salienta.

“A Exigência da Rastreabilidade de Produtos” foi o tema da palestra proferida por Helio Nishimura, consultor de Frutas, Legumes e Verduras (FLV), do Grupo Pão de Açúcar. Do ponto de vista legal, ele observa que a rastreabilidade é exigida apenas para os processos de Certificação, em protocolos definidos, tanto para o produto orgânico quanto para o produto convencional. Porém, “para o setor de Hortifrutigranjeiros ou FLV, como o varejo o define, está em andamento a construção de uma resolução através de um Grupo de Trabalho (GT Rastreabilidade), liderado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A meta é disponibilizar a resolução para a consulta pública até o final deste ano e, em 2014, partir para a implementação”, anuncia Nishimura.

O consultor observa que para rastrear é necessário organizar-se e ter disciplina associada a registros de informações, caso contrário, não é possível manter um histórico com evidências do processo. Segundo ele, as informações registradas de forma ordenada permitem a avaliação comparativa de resultados e a evolução para indicadores que possam direcionar a melhor tomada de decisão para o negócio. “A rastreabilidade deveria ser percebida por toda a cadeia de abastecimento como uma das ferramentas que apoia a melhoria de eficiência dos processos. A quantidade de alimentos desperdiçada no mundo chega a um terço (1/3) do total produzido. Temos muita oportunidade para melhorar os resultados econômicos, técnicos e sociais da cadeia de produtos de alimentos in natura”, destaca.

A busca por maior qualidade de vida têm impulsionado os brasileiros no consumo de alimentos mais saudáveis, prezando pela segurança alimentar e sustentabilidade na produção. Contudo, o preço ainda é quesito muito valorizado nas escolhas do consumidor. Por isso, Helio Nishimura alerta: “não devemos e não podemos fazer um movimento de melhoria dos processos pensando no reconhecimento e recompensa financeira por parte do consumidor. Temos que melhorar o que fazemos, por meio de boas práticas – técnicas e econômicas – para garantir a sobrevivência do negócio. Este caminho, quando realizado de maneira justa, coerente e persistente, é reconhecido pelos participantes da cadeia de abastecimento”. Por isso, “o setor de produtos alimentares in natura precisa se aproximar do consumidor e contar a sua história, que é uma história da base da nossa vida: os alimentos”, acredita.

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