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Policultivos em sistemas irrigados é opção para produção de alimentos


Durante a Tecnoshow Comigo, feira de tecnologia rural, realizada na semana passada, em Rio Verde, Goiás, o agrônomo Tadeu Graciolli falou sobre os “sistemas de produção de frutas, grãos e hortaliças em consórcios irrigados”, tema do projeto que ele desenvolve na área dentro da Embrapa Cerrados (DF). Segundo ele, “quem entende de planta, planta qualquer planta” e, por isso, é importante provocar a reflexão do produtor de que é uma boa opção investir no policultivo, com sistemas de irrigação.

A ideia é plantar banana e, nas entrelinhas da plantação, feijão e inhame. Ou pés de acerola e graviola intercalados com linhas de hortaliças. Ou então, a combinação que o produtor avaliar como mais adequada. O importante é ter em mente que quando há água no Cerrado, a região pode se tornar um inigualável produtor de comida, como argumentou o pesquisador. Além disso, o sistema irrigado pode ser utilizado para ambos os cultivos, aproveitando espaço, investimento e tecnologias.

Graciolli explica que em alguns casos, pode haver uma queda irrisória na produtividade do cultivar principal, mas que ela é compensada pelas outras vantagens geradas, como o implemento da renda do produtor e o aproveitamento de espaço. “São vários os benefícios desse sistema. Ele traz outras origens de renda na área produzida; um uso mais eficiente dos componentes de produção, como água, luz e nutrientes; deixa fertilizantes residuais e matéria orgânica como herança; conserva o solo, além de cobri-lo com cultivos vivos; e ainda, tira a insegurança climática por meio da irrigação.”

O sistema é pensado para pequenas áreas, mas isso não implica na obrigatoriedade de que seja feito apenas por pequenos agricultores. Entretanto, naturalmente, ele tem mais apelo na agricultura familiar, devido às possibilidades que oferece. Diante disso, outra dica apresentada por Graciolli é para a utilização desses sistemas por cooperativas e associações, que ofereçam a troca de experiências e de material, permitindo que o produtor se arrisque e tente coisas novas.

O primeiro passo para que o sistema de consórcio dê certo é o planejamento, conforme frisou o pesquisador. O produtor precisa entender o ciclo produtivo das culturas e suas características específicas, como o tamanho das raízes, por exemplo. Graciolli acrescenta ainda que, outra questão fundamental é uma análise do mercado local, que mostre o que é necessário produzir ali. Apesar de ser mais complicado produzir frutas e hortaliças, por serem alimentos perecíveis, o projeto apresentado ao público da feira defende que é essencial investir na multiplicidade produtiva, garantindo segurança de comercialização e diversidade na alimentação.

Fonte: Embrapa / Portal do Agronegócio
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