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Volume exportado cai 53% no RN

O Rio Grande do Norte fechou o primeiro bimestre do ano com crescimento de 0,91% nas exportações em dólar, mas com um queda superior a 53% no volume de produtos embarcado a outros países, segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgado ontem. Além dos riscos de prejuízos com o dólar abaixo dos R$ 2, que têm levado alguns setores a redirecionar as vendas para o mercado interno, a saída de cena da Nolem, grande exportadora de melão, continua afetando as vendas do produto, principal item negociado pelo estado no período.

De acordo com projeções do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a falta de demanda nos principais mercados consumidores lá fora persiste e também deverá  continuar fazendo de 2010 um ano “duro” para os exportadores, no Brasil, um fator que também explica a redução no volume comercializado pelo RN. No campo das importações, houve crescimento superior a 200%, puxado pelo aquecimento de investimentos eólicos no estado.

O levantamento do MDIC mostra que a soma das exportações potiguares, de janeiro e fevereiro, atingiu US$ 44,78 milhões, o equivalente a R$ 79,05 milhões - com a cotação do dólar a R$ 1,765, que valia ontem - contra US$ 44,38 milhões ou R$ 78,33 milhões, considerando a cotação atual, nesse mesmo período de 2009. O volume de vendas, por sua vez, caiu de 157.303.763 Kg para 73.284.599 Kg, nessa mesma comparação.

Para o melão, o total embarcado foi reduzido de 18.398.469 Kg para 16.661.243 Kg. As vendas da fruta renderam este ano R$ 9,69 milhões à cidade, a maior exportadora do estado, 20,24% menos que em igual período do ano passado. Entre os cinco municípios que exportaram melão no bimestre, Mossoró, onde funcionava a Nolem, foi a única que registrou queda  nas vendas. Baraúna, Jandaíra, Macau e Upanema seguiram na direção contrária e registraram crescimento.

Para frutas como manga e mamão também houve desaceleração. Influenciada pela decisão da Camanor, companhia que é a maior do setor e tem suas fazendas sediadas no estado, de vender menos lá fora,  a carcinicultura também exportou menos no período. A  redução foi 41,95% no valor comercializado em dólar. E a tendência é que os resultados dos negócios internacionais do setor continuem negativos, com a desvalorização do dólar tornando as vendas menos rentáveis, a manutenção de boa parte da produção no mercado interno e a desativação da maior fazenda da Camanor, responsável por 80% da produção da empresa, até junho deste ano. Considerando inviável continuar exportando com o dólar baixo e a concorrência com produtores informais, a empresa vendeu a área em que funcionava a fazenda a uma empresa do setor salineiro.

O levantamento do MDIC mostra, no entanto, que nem todos os setores exportadores perderam no primeiro bimestre deste ano.  Para peixes como Espadartes e Albacoras o crescimento superou os 400%.

Nas importações totais do Rio Grande do Norte houve alta de nada menos que 223,19%. Equipamentos para geração de energia eólica foram os principais produtos comprados pelo estado no período. As importações ficaram acima de US$ 50,33 milhões (R$ 88,58 milhões).

Entre todos os estados do país, as exportações somaram US$ 12,197 bilhões e as importações US$ 11,803 bilhões, no período analisado.

Fonte: Tribuna do Norte

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