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Uso do solo fiscalizado

A Defesa Agropecuária de São Paulo está apertando o cerco contra quem não cuida bem da terra. A fiscalização aumentou e várias propriedades foram multadas.

Plantio em curva de nível, caixas de contenção de água e solo bem conservado. Nem sempre a propriedade do agricultor Estefano Caubaz foi assim. Ele passou a adotar normas de conservação depois de ser autuado pela Defesa Agropecuária de São Paulo, que encontrou uma série de irregularidades.

“A erosão que saia daqui prejudicava os vizinhos. Então, teve uma multa. A Casa Lavoura passou um projeto e a gente fez o projeto com curva de nível e caixa de contenção segurando a areia e chuva de irrigação. Isso resolveu 80% do problema”, contou seu Estefano.

Desde 1997 uma lei regula a conservação de solo no Estado de São Paulo. No ano passado, foram feitas 1,1 mil fiscalizações em todo o Estado de São Paulo. Cem proprietários foram autuados. Desse total, apenas 10% não fizeram o trabalho de recuperação por um motivo muito forte, que pesa no bolso: o valor da multa pode chegar a R$ 16,42 mil por hectare.

Para não ter de pagar a multa o produtor autuado precisa apresentar um projeto de recuperação da área degradada. “Muitas vezes a implantação do projeto técnico é um valor que não chega a 10% do valor de multa. Ele pode contratar um agrônomo particular ou do Estado, que é gratuito. Ele fazendo esse projeto técnico, implantando e sanando aquele problema que existia no solo agrícola, o auto de infração é cancelado e nenhuma penalidade recai sobre esse agricultor que recuperou seu solo”, explicou Osvaldo Viski Filho, agrônomo da Secretaria da Agricultura de São Paulo.

Produtor que planta sem se preocupar com o solo causa um enorme prejuízo à natureza. A água da chuva provoca erosões de todos os tamanhos e leva a terra fértil para o leito dos lagos e rios.

Denúncia de quem se sente prejudicado pelos vizinhos tem sido a maior arma da fiscalização da Defesa Agropecuária para combater as técnicas erradas de cultivo.

“As denúncias mais comuns são de assoreamentos de mananciais, de lagos e de rios que passam por outras propriedades. O acúmulo de solo nas áreas dos vizinhos normalmente incomoda e o vizinho denuncia. Nós anotamos as informações e verificamos o problema”, falou Denise Machado, agrônoma da Secretaria da Agricultura de São Paulo.

Fonte: Globo Rural 

 
 
 
 
 

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